Rodrigo, queres falar um pouco sobre ti?

// Rodrigo

Em relação à minha história, a gente vai precisar de umas 3 horinhas.

Fui jogador de futebol profissionalmente – até porque nasci no Brasil -, mas, aqui em Portugal, foi onde aconteceu um grande turning point na minha vida. Eu estava a jogar na 2.ª divisão portuguesa, pelo Ovarense, sofri uma lesão no tornozelo na pré temporada (2003/2004) e eu decidi que pararia de jogar futebol. Porquê? Porque eu era um jogador medíocre, mediano. É no fundo a grande reflexão que eu faço hoje em relação àquela época. A grande reflexão que eu faço hoje daquela época é que nós, enquanto seres humanos, somos educados pela educação tradicional a sermos medíocres. Eu vou explicar.

Imagina quando você está na sua escola e tem 7 anos de idade, é muito bom em matemática, muito mau em português e vai dizer para você estudar o quê? Português, pois bem. Porquê? Porque vai te deixar na média. A educação tradicional foi formalizada e o objectivo era que pudéssemos trocar homens por outros homens. E não importa se é o André, se é o Rodrigo. Troca esses dois, o André não serve e põe o Rodrigo. Então quanto mais médio o ser humano fosse, melhor seria para a indústria.

O facto é que vivemos numa outra era. E quando decidi parar de jogar futebol, eu decidi não ser medíocre. E esse é o convite que eu quero fazer aos ouvintes. Fazer uma reflexão sobre a sua vida e decidir não ser medíocre, decidir ser incrível. Porque é uma convicção que eu tenho.

Cada um de nós aqui nessa sala, cada um dos nossos ouvintes tem algo especial e com esse algo especial todos nós podemos ter resultados extraordinários, fazermos coisas de forma extraordinária, sermos de facto super heróis, mas cabe a cada um de nós tomar essa decisão e não deixar com que o sistema nos faça ser médios porque o facto é que o sistema nos faz ser médios.

Pois bem. Tomei a decisão de deixar de jogar futebol, por ser um jogador médio, mas aprendi duas coisas muito importantes que quero dividir com vocês. A primeira: o grupo é sempre mais importante que o indivíduo. E a segunda foi algo que realmente transformou a minha vida. Um grande goleiro nunca será um grande centro-avante. Eu vejo muita gente que poderia ser um grande goleiro durante a vida tentando jogar de centro-avante só porque a sociedade, a mãe, o pai, ou seja quem for acha que é melhor para ele.

Quando você entende que o seu talento, as suas habilidades e o que te faz feliz é jogar de centro-avante, vai lá e seja o melhor centro-avante da sua vida. Você realmente vai conseguir resultados extraordinários. E foi isso que eu compreendi muito lá atrás.

Vamos fazer aqui uma analogia para o mundo empresarial. Se eu sou um bom cara de business, não adianta eu querer ficar tentando ser o melhor VP financeiro do mundo, porque eu não serei. Eu não sou analítico o suficiente para ser, facto. Você precisa respeitar quem você é. Acho que isso é uma coisa que eu aprendi no futebol.

Deixei de jogar futebol e ouvi uma frase que mudou a minha vida: “me diga com quem andas, te direi para onde vai“. Não é quem és, porque quem você é, você pode melhorar. Aí entra um pouco um pouco a analogia da Versão Beta. A influência que o meio tinha sobre a minha vida era muito grande e, por isso, eu precisava de tomar cuidado com o meio, porque quem não toma cuidado com o meio, acaba sendo levado pelo meio.

Com isso, eu assisti um programa de televisão muito interessante, o Show Business no Brasil, com o João Doria Junior. O João entrevistava dois grandes empresários todas as semanas e eu pensei: “vou fazer isso”. Fui fazer teatro e alguns meses depois comecei na TV. Primeiro programa: Segredo de Sucesso. Um ano depois, comecei a entrevistar muitos empresários, todas as semanas entrevistando dois. Um ano depois (2005), criei uma revista: Segredo de Sucesso.

2 anos depois, criei um negócio chamado Fórum Empresarial Regional e, de 2007 a 2010, fizemos 120 eventos com mais de 3000 entrevistas com os homens mais bem sucedidos do Brasil. Cheguei a cobrir eventos aqui em Portugal – estive como o Presidente da Portugal Telecom, com o  Primeiro Ministro português da época (2007 ou 2008). Eu pude me relacionar com as pessoas de um mundo de sucesso.

Quando chega em 2012, eu percebi que eu tinha mais de 3.000 entrevistas, tinha criado as minhas empresas, eu cobria a feira em Nova York, a NRF – que é a principal feira do varejo (retail) mundial.

Em 2008, quando cheguei lá era uma feira de varejo, mas, em 2011, eu te confesso que era uma feira de tecnologia. Aí eu percebi o seguinte: toda a empresa será um empresa de tecnologia da indústria de que faz parte.

 

// André

Hoje em dia, já tem de ser.

 

// Rodrigo

Aí eu falei que eu preciso de ir para um lugar para entender o que está acontecendo, de facto, e preciso de experimentar. E foi aí que decidi ir para o Vale do Silício, no ano de 2013, quando comecei lá um documentário sobre inovação e empreendedorismo. Em 3 meses, pude conhecer todo o ecossistema de documentário de uma empresa lá (eu vivia naquela época com a minha esposa lá), e criámos lá uma empresa.

Essa empresa nasceu como uma web tv. De web tv ela se tornou uma empresa de tecnologia, uma tecnologia em vídeo. E aí, no começo de 2014 ou no final de 2013, eu percebi o seguinte: para que eu pudesse atrair ainda mais valor e tirar ainda mais valor daquele ecossistema, eu precisava entregar valor.

É uma coisa que eu quero deixar muito claro para os teus ouvintes: quanto mais valor você quer, mais valor você tem de estar disposto a entregar. Entenda o valor que você possa entregar.

O que aconteceu então no começo de 2014, eu percebi que eu vinha tirando valor e recebendo imenso, mas não estava a conseguir entregar muito valor porque o meu background não era de tecnologia. Então, criei um negócio chamado Pitch it! Comecei a visitar várias competições de startups na época e percebi que as competições tinham 5 minutos para pitch e 2 minutos para Q&A (Questions & Answers).

O que é que eu fiz? Falei: “cara, eles têm muita dificuldade em se apresentar em 5 minutos. É muito tempo para uma pessoa muito técnica”. Então, mudei de 5 minutos para 90 segundos e o Q&A coloquei de 5 minutos, porque é muito mais fácil para uma pessoa técnica responder a perguntas do que elaborar uma apresentação de 5 minutos. Faz sentido?

Eu peguei na minha principal força, que é contar histórias, que é me comunicar, que é liderar, e comecei a ter 8 nerds na minha frente me falando sobre as mais diferentes tecnologias existentes, me dando uma aula de cada uma das tecnologias. E aí pode pensar do que quiser, de VR, AI, robótica, tudo. Todos esses caras falando para mim sobre isso e eu ajudando esses caras a melhorarem as suas histórias. E aí foi uma troca fair, porque eu estava recebendo valor deles, mas eu estava entregando o meu melhor. Quando você entrega o seu melhor para o mundo, você recebe do mundo o que ele tem de melhor para te dar.

Isso é muito legal e ali foi que eu criei o Pitch it! Fizemos duas edições. Na 1.ª edição, em março de 2014, levantámos 1.5 milhão de dólares para o vencedor e trouxemos o evento para a Europa. Fizemos 5 países em 2014, 9 em 2015. Um deles aqui em Portugal, em Cascais, onde a Inviita foi a vencedora. E levamos os vencedores para o Vale do Silício durante uma semana.

Junto com isso, criamos uma aplicação mobile chamada Pitch it! (tanto em Android, como IOS), e ainda temos a HandsOn.TV como plataforma, para quem quiser consumir conteúdo voltado em inovação e startup.

Temos um fundo de 1.250 milhões de euros, que vamos investir em 5 empresas desse ano. Essas 5 empresas investidas, no ano seguinte, passam 60 dias comigo no Vale do Silício num processo de aceleração. No ano que vem vamos fazer 20 países sendo 10 na Europa, 3 em África, 3 na Ásia e 4 na América do Sul.

Pegando aqui na ideia da HandsOn.tv, de onde é que vem essa ideia de perceber mais sobre o mundo do empreendedorismo?

// André

Pegando aqui na ideia da HandsOn.TV, de onde é que vem essa ideia de perceber mais sobre o mundo do empreendedorismo? 

 

// Rodrigo

Eu sou empreendedor desde moleque, desde bater figurinha na escola e vender. Eu sempre fui empreendedor. O que eu queria entender era sobre inovação e tecnologia. E foi para isso que fui para o Vale do Silício, foi isso que me motivou e, de facto, isso aconteceu.

Hoje eu me relaciono, não só no Vale do Silício, mas em 9 diferentes ecossistemas na Europa, indo para outros agora. E posso hoje te dizer que eu recebo o que tem de mais novo de inovação no mundo o tempo todo. Todos os dias eu estou debatendo sobre isso.

O que me levou para o Vale do Silício foi perceber a mudança de era que a gente está vivendo e entender que todas as empresas se tornariam empresas de tecnologia. Para isso, eu precisava entender como é que eu podia participar nessa mudança.

 

// André

E como é que passaste da ideia de documentar para passar a dar o valor para a plataforma?

 

// Rodrigo

Eu no fundo sou empreendedor, não sou pesquisador, não sou professor. Sou empreendedor. O meu negócio é criar uma empresa, e entendo que, para a gente escalar qualquer coisa, a gente precisa de gente. Esse é o meu maior dom. É falar com gente, liderar gente. Inspirar pessoas. Eu entrego o valor que elas não têm, inspiro.

Para mim, essa é a grande definição de um empreendedor. Empreendedor para mim é a pessoa que tem uma grande visão com uma capacidade de inspirar outras pessoas.

Passando aqui para experiências passadas, possíveis falhadas.

// André

Passando aqui para experiências passadas, possíveis falhadas. 

 

// Rodrigo

Em 2009, eu me tornei sócio de um negócio chamado Umuarama Um InvestmentosColoquei muito dinheiro de amigos que acreditaram no negócio e falaram “porra, quero investir com você”. Pegaram no dinheiro de outros lugares e investiram comigo.

Não sei se você sabe como funciona uma corretora de valores, mas se você pegar num milhão de dólares agora e colocar lá na corretagem, quem dá autorização para qualquer tipo de deal é você. A corretora não tem autorização para fazer nada, mas ele te sugere.

E eu trouxe muitos amigos para esse negócio e um dos meus amigos veio, colocou, na época, 2 milhões de reais e ele tomava decisão pelos negócios dele. Em 3 meses, ele tinha perdido 200K. Ele tinha perdido mais de 10% do dinheiro dele em 3 meses, com decisões que ele havia tomado. O problema é o seguinte: toda vez que ele perdia dinheiro, eu ganhava. Faz sentido? Porque quando eu faço trade do dinheiro, eu faço trade independente do resultado.

E ali foi a maior falha da minha vida. Foi perceber que enquanto outro perdia, eu ganhava. E, entãi, tomei a decisão de vender essa empresa, fiz um cheque para esse amigo, devolvi parte do dinheiro dele, mesmo sabendo que ele tinha tomado a decisão de perder dinheiro.

 

// André

Dos maus investimentos…

 

// Rodrigo

Do mau investimento, a decisão não foi minha, foi dele, nem dos meus corretores, mas enfim.

Vendi o negócio e tomei a decisão de duas coisas muito importantes na minha vida. A 1.ª é que para eu ganhar, você tem de ganhar. Para eu ganhar, todo o mundo tem de ganhar. Eu não quero que ninguém perca para que eu ganhe. Se isso estiver acontecendo, não está fair para mim e eu não quero participar nesse negócio.

2.ª, a partir daquele momento, eu não competiria com mais ninguém, só comigo mesmo. Esse foi um aprendizado muito importante na minha vida.

A Hands.On não compete com ninguém do mercado. A Hands.On compete com ela mesma. Eu quero que a Hands.On seja melhor do que era todos os dias. Eu, Rodrigo, não compito com você, André, nem com o Mark Zuckerberg. Eu estou competindo comigo mesmo. Eu sou muito competitivo, mas eu compito comigo mesmo. Eu quero ser melhor todos os dias, and I mean itCompetir é saudável, André, mas a competição é sempre com você.

Sobre a nossa rede de restaurantes no Brasil, hoje com  38 restaurantes, a Boali. Quando me perguntam sobre competidores, é claro que eu tenho referências no mercado e das mais diversas. Vai de Burger King até à Apple, por exemplo. Isso tudo são referências, não são competidores para mim. Os nossos competidores somos nós. A Boali compete com Boali. O Rodrigo compete com Rodrigo e quando você entende isso, a sua capacidade de ser melhor todos os dias é muito maior. Você deve evoluir por você. Esse é o grande lance.

 

// André

Acho que tem de ser aqui referido que dou por mim e estou o tempo todo a acenar, enquanto vejo o Rodrigo, que está a sorrir e a falar.

Segunda questão sobre as experiências passadas – quais foram as “ganhadas”?

 

// Rodrigo

Isso é difícil falar. Eu acho que todas as apostas que você toma, todos os grandes riscos que você toma na vida, cada um deles tem um significadoPor exemplo, quando eu falo que deixei de jogar futebol, aquela foi uma aposta vencedora muito muito grande na minha vida; quando digo que resolvi ir para a televisão, foi uma aposta vencedora.

Se for para te falar da mais recente, certamente foi ter mudado para o Vale do Silício porque isso transformou muito o meu modelo mental. Por mais que eu tenha ido para lá para entender sobre inovação e tecnologia, eu devo confessar que eu tive uma postura arrogante no começo. A primeira coisa que acontece quando você chega num lugar e é mais fraco do que os outros, você fica numa zona de vulnerabilidade. Nessa zona de vulnerabilidade você tem duas decisões: (1) se jogar e aprender; (2) colocar um escudo em você, como uma postura de arrogância, e quase se revoltar com aquilo.

E foi o que aconteceu comigo no começo, mas, logo que percebi que aquela minha postura só estava travando a minha evolução, eu me libertei e percebi também que é  nos momentos vulneráveis que a curva de aprendizagem mais cresceEntão eu posso dizer para você que o grande turning point dos últimos anos, certamente, foi ter morado no Vale do Silício e tido uma curva de aprendizagem como eu talvez nunca tive na minha vida.

Passando para as tuas “super-características”. Qual é que achas que é o teu maior superpoder? Já falaste da tua capacidade de liderar pessoas, de inspirar do trabalho em si, mas qual achas que é o teu maior superpoder?

// André

Passando para as tuas “super-caracterÍsticas”. Qual é que achas que é o teu maior superpoder? Já falaste da tua capacidade de liderar pessoas, de inspirar do trabalho em si, mas qual achas que é o teu maior superpoder?

 

// Rodrigo

Acho que é amar gente. Eu me divirto muito com esse negócio. Eu amo estar aqui, amo viver e amo gente, sabe? O meu grande compromisso é com pessoas.

A gente abriu um restaurante novo ontem, e eu fiz um post no meu facebook hoje dizendo que as pessoas são o maior activo que a gente pode ter na vida. A única forma que você tem para escalar algo, para gerar grande impacto não é através da tecnologia, mas, sim, através de gente.

Enquanto eu estou aqui em Portugal, fazendo a Startup Tour, eu tenho uma team incrível no Brasil fazendo crescer a nossa rede de restaurantes e aumentando o nosso impacto. A gente está atendendo 150 mil pessoas e vamos para 300 mil até ao final do ano que vem. Eu estou a falar de quase 4 milhões de pessoas no ano que vem. E para atender 4 milhões de pessoas, não é o Rodrigo que atende, mas o Rodrigo é parte da inspiração.

Entregar mais valor do que eu peço para mim essa é a minha maior força, poder entregar às pessoas mais que eu vou pedir para elas.

 

// André

E passando agora para o teu kriptonite – a tua maior fraqueza -, qual sentes que é? Se é que sentes que tens.

 

// Rodrigo

Eu tenho tanta fraqueza que, se eu começar a relacionar aqui, vai demorar mais do que a intro.

Lembra da história do português e da matemática? Eu era mau em português e tinha de estudar. Hoje, eu não estudo aquilo que eu sou mau a não ser que eu entenda que, parte daquilo, vai potencializar as minhas forças. Se for só me dar um pouco mais de conhecimento, eu não quero. Eu preciso que aquilo potencialize a minha força e, se não potencializa, eu não valorizo.

Então eu não respeito as minhas fraquezas, porque elas não me levam para lugar nenhum. E fraqueza não leva ninguém para lado nenhum. O que eu quero deixar claro aqui é que você não deve respeitar as suas fraqueza. Você deve pegar na fraquezas e complementar com pessoas melhor que você e que têm força onde você tem fraqueza. Esse é o grande lance: seja o melhor das suas forças, que as suas fraquezas não vão fazer diferença.

 

// André

E lá está! A energia do Rodrigo é contagiante e espero que toda a gente esteja a prestar atenção a isto porque é bastante importante e são frases e conselhos que estamos aqui a receber que são de extremo valor.

Pegando agora para as características do super humano. Vamos aqui tirar a ideia de super heróis. Qual é o teu desporto preferido? Presumo que seja futebol.

 

// Rodrigo

É o futebol. Corinthians, o maior do mundo! Mas, aqui em Portugal, é Benfica.

Se não estiveres a trabalhar, o que é que fazes num domingo à tarde?

// André

Se não estiveres a trabalhar, o que é que fazes num domingo à tarde?

 

// Rodrigo

André, essa pergunta me leva para uma resposta um pouco diferente que é: eu não tenho duas vidas, eu tenho uma vida. Posso te falar do que eu gosto de fazer agora, independente de ser domingo?

Eu podia sair agora e ir almoçar com o meu irmão e você num restaurante bom, mas não precisa de ser domingo, podia ser agora. Eu só tenho uma vida, não tenho uma vida pessoal e uma vida profissional. Eu tenho uma vida.

Quando as pessoas falam de equilíbrio, equilíbrio é individual. Eu não posso achar que, por equilíbrio para você ser andar uma hora na praia todos os dias das 8 às 9 da manhã, se eu fizer vai ser equilíbrio para mim, André. Temos de começar a respeitar a individualidade de cada um.

E aí, tem maluco que vira para mim e diz que eu só trabalho, porque não sabe olhar. Porque eu realmente trabalho muito. O que é que eu estava a fazer ontem à 1h da manhã? Trabalhando. O que é que eu estava a fazer hoje às 7h da manhã? Trabalhando. O que é que estava a fazer ontem às 22h da noite? Jantando com a minha família. Não tem horário. E eu tenho uma só vida. Tanto no domingo a tarde, quanto hoje.

A primeira coisa que eu gosto de fazer é estar com as pessoas que eu amo, a segunda coisa que eu gosto é bater uma bola, jogar futebol, e trabalho. Eu gosto de trabalhar, domingo a tarde inclusive. Domingo às oito da noite é um horário ótimo para trabalhar. Domingo a noite é o melhor horário para trabalhar e planear a semana.

 

// André

E tens alguma superstição? Sei que há jogadores de futebol que acabam por ter as suas próprias superstições, o ser humano acaba por ter isso. Não tens nenhuma?

 

// Rodrigo

Acho que não.

 

// André

Último filme que viste?

 

// Rodrigo

Foi um filme que fala sobre aquele maluco colombiano que era um maluco de drogas e desenvolveu um mercado de drogas lá, o Pablo Escobar.  

Não sou o melhor para falar de filmes. Eu gosto de filmes, mas talvez eu assista a um filme por semana. Da mesma forma que, se você me perguntar de jogos, responderei que o grande videogame que eu jogo é o jogo da minha vida. Eu gosto mesmo do jogo da vida. Esse é o melhor jogo para mim. E o filme da minha vida é o que estou construindo, o que eu construo todos os dias.

 

// André

Muito obrigado pela resposta.

Agora em jeito de conclusão, já disseste algumas frases que te inspiraram bastante, (como “Diz-me com quem andas, dir-te-ei para onde vais”) como o Uncle Ben disse ao Peter Parker no final “with great power comes great reponsability”. Essa é a frase que queres deixar para toda a gente, ou há alguma frase que querias deixar que te tenha inspirado?

 

// Rodrigo

A frase que eu quero deixar é que: você é aquilo que você faz. Muita gente fala de muita coisa, André. Mas que não tem coragem, disciplina, nem paciência para fazer. Você é aquilo que você faz.

E agora a última questão mesmo: se tivesses poder de adivinho, o que é que dirias que vai acontecer daqui a 5 anos em qualquer dimensão que sintas que é interessante para ti averiguar?

// André

E agora a última questão mesmo: se tivesses poder de adivinho, o que é que dirias que vai acontecer daqui a 5 anos em qualquer dimensão que sintas que é interessante para ti averiguar?

 

// Rodrigo

Para mim, em cinco anos a HandsOn deve estar em, pelo menos, 100 países ao redor do mundo. Gostaria que em 5 anos também ela já fosse a principal plataforma de fomento e inovação e startup do mundo.

A Boáli deverá estar presente já no continente europeu, como uma rede de transformação de hábitos através da democratização de alimentação saudável, que ainda é algo muito difícil em muitos sítios, por questões de distribuição.

Eu pretendo continuar a inspirar sonhadores a se transformem em realizadores.

A internet só começou agora e ela permite, cada vez mais, que as pessoas tenham poder. Hoje o poder foi para a mão do indivíduo e esse movimento está só a começar. Se você voltar 20 anos atrás, o poder estava na mão das organizações e instituições. Hoje o poder está na mão do indivíduo e cabe a você definir o que você vai fazer com o seu poder.

 

// André

Obrigado por este momento de entrevista e pela fantástica e enorme energia que transportaste para aqui.

Se os ouvintes quiserem entrar em contacto contigo ou saber o que andas a fazer, como podem entrar – redes sociais, e-mail?

 

// Rodrigo

André, as minhas redes sociais são: rodrigobarrosTV no Instagram e no Facebook. Vai-me achar como rodrigobarros no Medium e LinkedIn. Snapchat – Rb.Barros E também tenho o meu canal na HandsOn.TV, onde também vai achar muitos videos meus, palestras e coisas assim.

Eu quero agradecer você e dizer uma coisa que é muito legal. Primeiro lugar, parabéns por iniciar esse projecto. Eu lembro quando você me mandou um e-mail que o projecto teria início e o projecto agora já está acontecendo. E saiba da sua responsabilidade de inspirar pessoas através desse teu canal de comunicação. Da sua responsabilidade em levar a mensagem. Tenha compromisso com a verdade, sempre. Não importa aquilo que os outros vão pensar, a verdade tem que estar sempre em primeiro lugar.

Obrigado, André e parabéns!

 

// André

Obrigado, Rodrigo! Grande abraço!

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